Perícia mostra legado ambiental do Campo Olímpico

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Laudo pericial feito a pedido do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comprovou que o Campo Olímpico de Golfe amplia a biodiversidade na região. O aumento da vegetação na área de proteção ambiental, proporcionado pela construção do Campo Olímpico de Golfe, garantiu o retorno de animais de diferentes espécies em uma área antes degradada em Marapendi, Zona Oeste do Rio de Janeiro, afirma o laudo.

A inspeção foi realizada em dezembro do ano passado, a pedido de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual que questionava os impactos ambientais da obra, e envolveu promotores de justiça, assessores jurídicos e técnicos ambientalistas.

O legado ambiental do Campo Olímpico de Golfe é enorme. Ele servirá de modelo mundial de como o esporte pode auxiliar na preservação da biodiversidade”, diz Paulo Cezar Pacheco, presidente da Confederação Brasileira de Golfe (CBG).

O Comitê Rio 2016 acompanha as transformações da região desde o início das obras, em 2013. “O ganho ambiental da região com a construção do campo é visível. Além da flora, que aumentou extensivamente, já podemos observar as diferentes espécies animais que retornaram à área”, diz Carina Flores, coordenadora de sustentabilidade do Rio 2016

Entre os ganhos ambientais descritos, destaca-se o aumento de 167% na cobertura vegetal da região, o que levou a “uma espiral positiva para o desenvolvimento da fauna”. Registros apontam a presença de 263 espécies animais na região atualmente, em contraponto às 118 mapeadas antes das obras.

No momento em que a área recupera a sua biodiversidade, ela passa a ser um importante esteio da manutenção da biodiversidade e, consequentemente, uma agente indutora dessa biodiversidade”, diz o laudo, que aponta que o terreno é frequentado por diferentes espécies de aves e mamíferos.

Antes do início das obras, cerca de 80% da área total do terreno havia sido degradada devido às atividades de extração de areia e fabricação e depósito de pré-moldados de concreto. “A descaracterização do ambiente natural, entre meados da década de 80 e o início da década de 90, levou ao surgimento de uma extensa área antrópica, ou seja, sem vegetação”, indica o documento.

O laudo aponta ainda que a Faixa Marginal de Proteção (FMP) do terreno, voltado para a Lagoa de Marapendi, também não foi afetada.

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